Dissertação

Bio-engineering of neuromesodermal progenitors EVALUATED

Os progenitores de neuromesoderme (NMPs) são uma população celular apontada como responsável pela origem quer de precursores do sistema nervoso central posterior, quer de linhagens da mesoderme que irão gerar a medula espinal. Esta população está activa durante a gastrulação embrionária, em que células do epiblasto sofrem diferenciação para estabelecerem três linhas germinais que darão origem a todos os tecidos do embrião. A partir de estudos in vitro, NMPs podem ser gerados a três dimensões (3D), em agregados celulares chamados gastrulóides, usando a via de sinalização Wnt para activar elongação tridimensional. No entanto, este é um método com limitações em termos de eficiência e reprodutibilidade. Por essa razão, neste projecto tive por objectivo desenvolver métodos mais robustos para gerar e propagar NMPs em cultura a partir de células estaminais embrionárias de murganho (mESCs). Para medir os resultados, utilizei uma avaliação morfológica, em que os agregados foram contados e medidos em dias-chave, fazendo também detecção por fluorescência de células-repórter para o gene Sox1 e imunofluorescência com marcadores moleculares relevantes para identificar NMPs. Os resultados mostram um aumento no número de agregados formados e elongados quando o polímero (PLGA) é usado, exibindo também um desenvolvimento mais padronizado, com menos variabilidade e portanto mais reprodutível do que o protocolo-base. Finalmente, encontrei tecido neural emergente nos agregados em extensão quando há presença das fibras, organizado numa estrutura semelhante ao tubo neural e mostrando indícios de polaridade epitelial apico-basal, sugerindo portanto o uso de PLGA enquanto suporte mecânico na organização dos tecidos.
mESCs; NMPs; PLGA; Gastrulóides.

Novembro 11, 2016, 10:30

Publicação

Obra sujeita a Direitos de Autor

Orientação

ORIENTADOR

Maria Margarida Fonseca Rodrigues Diogo

Departamento de Bioengenharia (DBE)

Professor Auxiliar

ORIENTADOR

Domingos Manuel Pinto Henrique

Instituto de Medicina Molecular – Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

Doutor