Breve Introdução

O modelo de formação do METI resulta da adopção das recomendações curriculares produzidas pelo Consórcio Career Space que, com o suporte da Comissão Europeia, juntou mais de uma dezena de grandes empresas da área das TIC e Universidades Europeias de prestígio para definir modelos de formação e perfis profissionais adequados à nova realidade emergente nesta área.

O modelo de formação adoptado está organizado da seguinte forma:

1.     Tronco Comum (TC), que agrega a formação de nível avançado em Engenharia Telecomunicações e Informática, de frequência obrigatória, perfazendo 37.5 créditos ETCS (corresponde a 3 unidades curriculares), de uma oferta de 8 unidades curriculares (cada uma com 7.5 ECTS)

2.      Área de Especialização Principal (AEP), que agrega a formação numa outra área de conhecimento que também pode ser relevante para um Engenheiro de Telecomunicações e Informática, podendo o estudante seleccionar a AEP que for mais adequada às suas expectativas e dentro de cada AEP o leque de unidade curriculares que pretende frequentar, perfazendo 22.5 créditos ETCS (mínimo), ou seja, 3 unidades curriculares de uma oferta de cinco.

3.      Unidade curricular opcional, que complementa a formação dos estudantes, dando-lhes possibilidade de seleccionar uma qualquer unidade curricular oferecida pelo METI perfazendo assim 7.5 créditos ECTS.

4. Unidade curricular opcional livre, que complementa a formação dos estudantes, dando-lhes possibilidade de seleccionar uma qualquer unidade curricular oferecida pelo IST perfazendo entre 4.5 a 7.5 créditos ECTS.

5.      Dissertação/Projecto em Engenharia de Telecomunicações e Informática, realizada individualmente por cada aluno sob orientação do professor, ou dum especialista reconhecido pelo órgão científico da Escola, onde os alunos desenvolvem um projecto de engenharia/investigação, perfazendo um total de 42 créditos ECTS.

6.      Competências transversais oferecidas através da Área de Especialização Complementar (AEC) em Liderança, Organização, Economia e Gestão, onde se desenvolvem as aptidões não tecnológicas, através da realização de actividades de natureza não académica, sendo obtidos pela sua realização entre 6 e 7.5 créditos ECTS.

Esta organização oferece uma formação sólida, de cariz inter-disciplinar, baseada numa componente científica abrangente e no desenvolvimento de actividades não académicas; no seu conjunto, permitem o desenvolvimento das competências anteriormente identificadas, tendo em consideração as envolventes científicas, tecnológicas, sociais e culturais associadas às actividades da área das TIC.

 

 

Tronco Comum

O Tronco Comum em Engenharia de Telecomunicações e Informática é constituída por 8 unidades curriculares, de entre as quais 5 são de frequência obrigatória, perfazendo assim 37.5 créditos ECTS.

O TC privilegia o cariz inter-disciplinar da formação, agregando visões das redes de comunicações relevantes nos domínios da Engenharia Electrotécnica (EE) e da Engenharia Informática (EI), garantindo assim uma formação de espectro alargado. Assim, o domínio da EE foca-se nos aspectos científico/tecnológicos associados aos diferentes tipos de redes e ao suporte de aplicação multimédia; a visão da EI centra-se nos aspectos científico/tecnológicos associados à segurança, à computação móvel e à extracção de dados na Web. Esta interdisciplinaridade é um factor diferenciador das formações em EE e em EI, correspondendo a uma necessidade identificada pelo mercado que foi objecto de recomendações internacionais do Consórcio Career Space.

Áreas de Especialização Principal

Cada Área de Especialização Complementar da Engenharia de Telecomunicações e Informática é constituída por um conjunto de 5 unidades curriculares, das quais o aluno seleciona 3, de forma a perfazer 22.5 créditos ECTS.

As AEP propostas abrangem um conjunto de temas relevantes para um Engenheiro de Telecomunicações e Informática embora não se situem no fulcro da sua formação. A actual proposta engloba as seguintes AEP:

1.      Redes Móveis, Ópticas e Multimédia, que engloba um conjunto de unidades curriculares onde os alunos adquirem as competências necessárias à gestão, dimensionamento e planeamento de redes. Este perfil de formação é mais adequado a operadores de redes e fornecedores de serviços.

2.      Aplicações Móveis, Entre-Pares e na Nuvem, que engloba um conjunto de unidades curriculares onde os alunos adquirem as competências necessárias à concepção, projecto e desenvolvimento de aplicações e serviços para redes. Este perfil de formação é mais adequado a empresas de desenvolvimento de aplicações, segurança e serviços em redes.

3.      Gestão das Redes, da Informação e dos Serviços, que engloba um conjunto de unidades curriculares onde os alunos adquirem as competências necessárias ao desenvolvimento, gestão e planeamento de sistemas de informação dedicados a empresas. Este perfil de formação é mais adequado a grandes e médias empresas, que integrem sistemas de informação.


ATENÇÃO: Em 2015-2016 entram em vigor as alterações que se indicam aqui.




 

Historial

O Mestrado em Engenharia de Telecomunicações e Informática (antigo curso de Eng. de Redes de Comunicações, MERC) é onde se aprende a Engenharia da Internet. A formação do METI está na confluência da Eng. Electrotécnica / Telecomunicações e da Eng. Informática. Para além da formação teórica, a componente experimental do ensino, o "saber fazer", assume uma importância fundamental no METI.

Em Novembro de 2009 a Ordem dos Engenheiros atribuiu ao METI (então MERC) a Marca de Qualidade EUR-ACE. Assim, o METI foi o primeiro Mestrado de 2º ciclo do país a obter esta distinção. Esta Marca de Qualidade é atribuída segundo critérios definidos pela associação ENAEE - European Network for Accreditation of Engineering Education, e consagra uma referência Europeia para qualidade da formação em Engenharia. Destina-se também a promover a mobilidade no mercado de trabalho Europeu: um Curso ao qual tenha sido atribuída a Marca de Qualidade EUR-ACE será automaticamente reconhecido em todos os países da União Europeia.

A área das Telecomunicações e Informática é uma das de maior empregabilidade, tanto em Eng. Electrotécnica como em Eng. Informática. O METI é um curso com 100% de empregabilidade. Em https://fenix.ist.utl.pt/cursos/merc/empregabilidade/empregabilidade está disponível uma descrição sumária da actividade profissional de cada um dos antigos alunos do METI.

Objectivos

O METI tem por objectivo formar profissionais de concepção para a área das Tecnologias de Informação e Comunicação, com ênfase nas Redes de Comunicações, capazes de responder, de forma eficaz, aos novos desafios colocados pela convergência entre a Informática e as Telecomunicações.

Aos engenheiros do METI é proporcionada uma sólida formação de base nestas áreas de engenharia, através da utilização de métodos de ensino inovadores e da interacção com o ambiente tecnológico envolvente, potenciado pela inserção noTaguspark, o maior parque de Ciência e Tecnologia Português. A estreita colaboração com empresas e com profissionais da área das TIC permite oferecer uma formação com características adequadas às reais necessidades do mercado, com carácter inovador.

A sólida formação conjunta nas áreas de base de Engenharia Informática e Electrotécnica, permite que os engenheiros do METI tenham capacidade para responder a um leque vasto de desafios: a especialização conferida assegura que estes estão particularmente aptos a lidar com redes de comunicações complexas, fixas ou móveis, na sua vertente de infra-estruturas de comunicações, de desenvolvimento de serviços e/ou de aplicações. Estas características são necessárias para amplo leque de sectores, que vão desde o sector das telecomunicações (fixas e móveis), ao da informática (incluindo as tecnologias de Internet e de computação móvel), passando pelo importante sector dos serviços - com realce para a banca, os seguros, o turismo e a cultura - e pelos sectores industrial, Administração Pública Central, Local e Regional.

 

Destinatários

Saídas Profissionais

Um engenheiro de Telecomunicações e Informática pode exercer diferentes actividades para um conjunto vasto de empregadores.Destacam-se pela sua relevância:

·      Engenheiro de Estudos e Desenvolvimento - participa no desenvolvimento de SW de comunicações para redes fixas ou móveis, no âmbito dos próprios sistemas, dos serviços ou das aplicações por eles suportadas. Empregadores típicos são: as empresas de serviços, os operadores de telecomunicações e a indústria de SW ou de equipamento de redes de comunicações.

·      Arquitecto de Redes de Comunicações - concebe e implementa soluções de rede que interligam locais e sistemas de informação, utilizando redes fixas ou móveis. Empregadores mais comuns são as empresas de telecomunicações e grandes organizações, como banca, seguros, a administração pública e grandes indústrias.

·      Gestor de Redes de Comunicações - gere a infra-estrutura de comunicações de forma segura, garantindo o seu adequado funcionamento. Empregadores típicos são as empresas de telecomunicações e as grandes organizações, como a banca, os seguros, a administração pública e grandes indústrias.

·      Consultor Técnico de Redes de Comunicações -concebe soluções técnicas e organizacionais para uma empresa cliente, podendo ser um trabalhador por conta própria ou trabalhar numa consultora.

·      Engenheiro técnico-comercial - participa na elaboração de soluções técnicas adaptadas às necessidades dos clientes e acompanha, do ponto de vista técnico, a negociação de contratos. É adequado a qualquer tipo de empresa que ofereça serviços a clientes na área das redes de comunicações (empresa de serviços, operadora de telecomunicações ou consultora).

·      Chefe de produto/responsável de marketing -concebe e define um produto/serviço, estuda a oportunidade de lançamento de novos produtos/serviços ou as necessidades de adaptação de produtos/serviços existentes. Empregadores típicos são: empresas de serviços e indústria de SW ou de equipamentos de redes de comunicações

·      Investigador - participa em projectos de investigação, estudando novas tecnologias ou a aplicação das tecnologias existentes a novas realidades, podendo trabalhar em Institutos de Investigação e Desenvolvimento.

 

Regime de Funcionamento

Propinas

Coordenadores

2017/2018
Paulo Jorge Pires Ferreira
pjpf@tecnico.ulisboa.pt

A informação contida nesta página é da responsabilidade da equipa de coordenação do curso.