Breve Introdução

O modelo de formação do METI resulta da adoção das recomendações curriculares produzidas pelo Consórcio Career Space que, com o suporte da Comissão Europeia, juntou mais de uma dezena de grandes empresas da área das TIC e Universidades Europeias de prestígio para definir modelos de formação e perfis profissionais adequados à nova realidade emergente nesta área.

O modelo de formação adotado está organizado da seguinte forma:

1. Tronco Comum - que agrega um conjunto de unidades curriculares comuns, tendo os alunos de obter 37.5 ECTS (i.e., 5 unidades curriculares).

2. Cinco Agrupamentos de Especialização, cada uma agregando formação de nível avançado em Engenharia de Telecomunicações e Informática.

3. Unidades curriculares opcionais, que complementam a formação dos estudantes, Dando ao aluno a possibilidade de selecionar unidades curriculares oferecida pela Universidade de Lisboa perfazendo entre 3 a 18 créditos ECTS.

4. Dissertação/Projeto em Engenharia de Telecomunicações e Informática, realizada individualmente por cada aluno sob orientação do professor, ou dum especialista reconhecido pelo órgão científico da Escola, onde os alunos desenvolvem um projeto de engenharia/investigação, perfazendo um total de 42 créditos ECTS.

Esta organização oferece uma formação sólida, de cariz inter-disciplinar, baseada numa componente científica abrangente e no desenvolvimento de actividades não académicas; no seu conjunto, permitem o desenvolvimento das competências anteriormente identificadas, tendo em consideração as envolventes científicas, tecnológicas, sociais e culturais associadas às actividades da área das TIC.

A figura seguinte ilustra algumas da possibilidades de escolha:

 

Tronco Comum (Main area)

O Tronco Comum em Engenharia de Telecomunicações e Informática é constituída por 10 unidades curriculares, de entre as quais 5 são de frequência obrigatória, perfazendo assim 37.5 créditos ECTS.

O TC privilegia o cariz inter-disciplinar da formação, agregando visões das redes de comunicações relevantes nos domínios da Engenharia Electrotécnica (EE) e da Engenharia Informática (EI), garantindo assim uma formação de espectro alargado. Assim, o domínio da EE foca-se nos aspectos científico/tecnológicos associados aos diferentes tipos de redes e ao suporte de aplicação multimédia; a visão da EI centra-se nos aspectos científico/tecnológicos associados à segurança, à computação móvel e à extracção de dados na Web. Esta interdisciplinaridade é um factor diferenciador das formações em EE e em EI, correspondendo a uma necessidade identificada pelo mercado que foi objecto de recomendações internacionais do Consórcio Career Space.


Agrupamentos de Especialização (AE)

Cada Agrupamento de Especialização em Engenharia de Telecomunicações e Informática é constituída por um conjunto várias Unidades Crriculares (UC), das quais o aluno seleciona pode escolher entre 3 a 5 UC, por forma a perfazer no mínimo 22.5 créditos ECTS.

Os AE abrangem um conjunto de temas relevantes para um Engenheiro de Telecomunicações e Informática embora não se situem no fulcro da sua formação. A actual proposta engloba as seguintes AE:

1.      Redes Ópticas, Veiculares e Multimédia, que engloba um conjunto de unidades curriculares onde os alunos adquirem as competências necessárias à gestão, dimensionamento e planeamento de redes. Este perfil de formação é mais adequado a operadores de redes e fornecedores de serviços.

2.      Aplicações Seguras, Móveis, Entre-Pares e na Nuvem, que engloba um conjunto de unidades curriculares onde os alunos adquirem as competências necessárias à concepção, projecto e desenvolvimento de aplicações e serviços para redes. Este perfil de formação é mais adequado a empresas de desenvolvimento de aplicações, segurança e serviços em redes.

3.      Gestão das Redes, da Informação e dos Serviços, que engloba um conjunto de unidades curriculares onde os alunos adquirem as competências necessárias ao desenvolvimento, gestão e planeamento de sistemas de informação dedicados a empresas. Este perfil de formação é mais adequado a grandes e médias empresas, que integrem sistemas de informação.

4.      Segurança da Internet, visa fornecer competências em cibersegurança, desde a segurança da infraestrutura de rede e das comunicações até à segurança dos sistemas informáticos.

5.      Internet das Coisas. que engloba um conjunto de unidades curriculares onde os alunos adquirem as competências nos diferentes aspetos que envolvem a Internet das Coisas, nomeadamente a eletrónica dos sensores e atuadores, os sistemas embebidos e as redes de sensores, o desenvolvimento de aplicações específicas para estes ambientes, e o tratamento das grandes quantidades de dados resultantes.


Historial

O Mestrado em Engenharia de Telecomunicações e Informática (antigo curso de Eng. de Redes de Comunicações, MERC) é onde se aprende a Engenharia da Internet. A formação do METI está na confluência da Eng. Electrotécnica / Telecomunicações e da Eng. Informática. Para além da formação teórica, a componente experimental do ensino, o "saber fazer", assume uma importância fundamental no METI.

Em Novembro de 2009 a Ordem dos Engenheiros atribuiu ao METI (então MERC) a Marca de Qualidade EUR-ACE. Assim, o METI foi o primeiro Mestrado de 2º ciclo do país a obter esta distinção. Esta Marca de Qualidade é atribuída segundo critérios definidos pela associação ENAEE - European Network for Accreditation of Engineering Education, e consagra uma referência Europeia para qualidade da formação em Engenharia. Destina-se também a promover a mobilidade no mercado de trabalho Europeu: um Curso ao qual tenha sido atribuída a Marca de Qualidade EUR-ACE será automaticamente reconhecido em todos os países da União Europeia.

A área das Telecomunicações e Informática é uma das de maior empregabilidade, tanto em Eng. Electrotécnica como em Eng. Informática. O METI é um curso com 100% de empregabilidade.

Objectivos

O Mestrado em Engenharia de Telecomunicações e Informática (METI) é onde se aprende a Engenharia da Internet. A formação do METI está na confluência da Eng. Eletrotécnica / Telecomunicações e da Eng. Informática. Para além da formação teórica, a componente experimental do ensino, o "saber fazer", assume uma importância fundamental no METI. O METI tem por objetivo formar profissionais de conceção para a área das Tecnologias de Informação e Comunicação, com ênfase nas Redes de Comunicações, capazes de responder, de forma eficaz, aos novos desafios colocados pela convergência entre a Informática e as Telecomunicações.

Aos engenheiros do METI é proporcionada uma sólida formação de base nestas áreas de engenharia, através da utilização de métodos de ensino inovadores e da interação com o ambiente tecnológico envolvente, potenciado pela inserção no Taguspark, um dos maiores parques de Ciência e Tecnologia Português. A estreita colaboração com empresas e com profissionais da área das TIC permite oferecer uma formação com características adequadas às reais necessidades do mercado, com carácter inovador.

A sólida formação conjunta nas áreas de base de Engenharia Informática e Eletrotécnica, permite que os engenheiros do METI tenham capacidade para responder a um leque vasto de desafios: a especialização conferida assegura que estes estão particularmente aptos a lidar com redes de comunicações complexas, fixas ou móveis, internet as coisas, na sua vertente de infraestruturas de comunicações, bem como no desenvolvimento de serviços e/ou de aplicações e nos aspetos de segurança relacionados.     

 

Saídas Profissionais

Um engenheiro de Telecomunicações e Informática pode exercer diferentes actividades para um conjunto vasto de empregadores. Destacam-se pela sua relevância:

·      Engenheiro de Estudos e Desenvolvimento - participa no desenvolvimento de SW de comunicações para redes fixas ou móveis, no âmbito dos próprios sistemas, dos serviços ou das aplicações por eles suportadas. Empregadores típicos são: as empresas de serviços, os operadores de telecomunicações e a indústria de SW ou de equipamento de redes de comunicações.

·      Arquitecto de Redes de Comunicações - concebe e implementa soluções de rede que interligam locais e sistemas de informação, utilizando redes fixas ou móveis. Empregadores mais comuns são as empresas de telecomunicações e grandes organizações, como banca, seguros, a administração pública e grandes indústrias.

·      Gestor de Redes de Comunicações - gere a infra-estrutura de comunicações de forma segura, garantindo o seu adequado funcionamento. Empregadores típicos são as empresas de telecomunicações e as grandes organizações, como a banca, os seguros, a administração pública e grandes indústrias.

·      Consultor Técnico de Redes de Comunicações -concebe soluções técnicas e organizacionais para uma empresa cliente, podendo ser um trabalhador por conta própria ou trabalhar numa consultora.

·      Engenheiro técnico-comercial - participa na elaboração de soluções técnicas adaptadas às necessidades dos clientes e acompanha, do ponto de vista técnico, a negociação de contratos. É adequado a qualquer tipo de empresa que ofereça serviços a clientes na área das redes de comunicações (empresa de serviços, operadora de telecomunicações ou consultora).

·      Chefe de produto/responsável de marketing -concebe e define um produto/serviço, estuda a oportunidade de lançamento de novos produtos/serviços ou as necessidades de adaptação de produtos/serviços existentes. Empregadores típicos são: empresas de serviços e indústria de SW ou de equipamentos de redes de comunicações

·      Investigador - participa em projectos de investigação, estudando novas tecnologias ou a aplicação das tecnologias existentes a novas realidades, podendo trabalhar em Institutos de Investigação e Desenvolvimento.

 

Coordenadores

2018/2019
Ricardo Chaves
ricardo.chaves@inesc-id.pt

A informação contida nesta página é da responsabilidade da equipa de coordenação do curso.