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INFORMAÇÃO PARA OS ALUNOS DE CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL 2 (CDI2)

1 Junho 2020, 17:06 Luis Magalhães

INFORMAÇÃO PARA OS ALUNOS DE CÁLCULO DIFERENCIAL E INTEGRAL 2 (CDI2)

No dia 28 de Abril o Conselho Científico e Pedagógico do Departamento de Matemática (DM) aprovou por unanimidade uma posição que, no essencial, foi:

“- O DM até à data não conhece uma solução que permita concluir que a avaliação final presencial (testes/exames) das Unidades Curriculares Horizontais de formação base em Matemática possa ser substituída por qualquer tipo de avaliação remota nas plataformas disponíveis, sem que a sua credibilidade, integridade e justiça fiquem seriamente comprometidas.

- O DM esta disponível para, em conjunto com os Órgãos do IST, procurar encontrar as medidas que sejam necessárias para que a avaliação final destas Unidades Curriculares Horizontais de formação base em Matemática possa ser feita sem comprometer seriamente os princípios fundamentais acima enunciados.”

Esta posição, respeitante às 8 Unidades Curriculares Horizontais do DM, foi transmitida aos Órgãos Centrais do Técnico (conselhos de Gestão, Científico e Pedagógico) e, em resposta, recebeu no dia 28 de Maio a reafirmação que as avaliações teriam de ser remotas.

Eu, um outro Professor de CDI2 e um Professor de CDI1-Semestre Alternativo não aceitamos fazer avaliações remotas, a não ser provas orais para quem não possa comparecer a prova presencial devido ao COVID-19. As minhas 4 razões principais para isso são:

1)    Considero que não é possível garantir justiça e equidade nas classificações atribuídas neste tipo de disciplinas com avaliações remotas de provas prestadas a partir de qualquer lugar (se não for um número limitado de provas orais), e quando assinamos os livros de termos das classificações finais estamos a responsabilizar-nos pela justiça da classificação atribuída a cada aluno.

2)    Entendo que os alunos devem prestar provas em condições o mais semelhantes possível com as a que estão habituados, para se poderem concentrar no conteúdo das perguntas e respostas sem outras perturbações e/ou dificuldades tecnológicas ou intromissões à distância durante as provas, de modo à avaliação ser sobre competências demonstradas na matéria da disciplina e não de outra natureza, como destreza digital ou outra.

3)    Considero que a avaliação por respostas de escolha múltipla é inapropriada para avaliação na escala de 0 a 20 valores de uma disciplina como CDI2, e que os procedimentos que estão a ser considerados para realização e fiscalização de provas remotas com respostas escritas em papel e enviadas electronicamente, além de não assegurarem justiça e equidade, são demasiado complicados para que, a meu ver, os alunos possam ser avaliados justamente pelas suas competências na disciplina sem excessivas perturbações ou preocupações com aspectos que não têm a ver com a disciplina.

4)    Várias das universidades de engenharia na Europa e nos EUA que mais respeito decidiram que não poderiam deixar de fazer as avaliações presenciais que tinham previstas, em alguns casos adiando-as (e.g ETH Zurich, EPFL Lausanne, KU Leuven, quase todas as boas escolas de engenharia da Alemanha, a U. Técnica da Dinamarca, a École Polytechnique de Paris, o MIT), ou que as classificações finais com provas remotas seriam só Aprovado/Reprovado (e.g. U. College London, U. Sheffield, Stanford U., Harvard U.), ou ainda que alunos do 1º ano transitam para o 2º ano sem avaliações (e.g. U. Edinburgh, U. Manchester). Há também outras universidades de topo que optaram por avaliações remotas. Contudo, é claro que as universidades referidas entendem que a substituição de avaliações presenciais por remotas e as classificações que se obteriam são inadequadas.

No que respeita às outras duas universidades públicas de Lisboa, o IUL-ISCTE prevê avaliações presenciais (na FIL-Expo) e a U. Nova de Lisboa determinou:

“quando a opção do docente para avaliação incluir um exame, deverá, sempre que possível, privilegiar-se a realização de provas presenciais e físicas, aspeto que fica reforçado com as instruções de desconfinamento, sem prejuízo que permanece actual – sendo até desejável em diversas situações –a necessidade de compatibilização entre provas presenciais e físicas e provas realizadas a distância”

e

“quando a opção do docente para avaliação incluir um exame, dar opção aos alunos de realização de provas presenciais e físicas, em alternativa à realização, apenas, de provas a distância”.

Além disso, em Lisboa há pelo menos uma universidade privada – U. Lusíada – que fará as avaliações finais presenciais inicialmente previstas (com a alternativa de prova oral remota para quem não possa comparecer).

Neste contexto, solicitei ao Presidente do Técnico autorização e apoio para avaliação presencial nos cursos a que dou aulas (com alternativa de prova oral remota), a realizar em grandes espaços (átrios dos Pavilhões de Civil e Central, e outros grandes espaços do Técnico ou da U. de Lisboa), com lugares separados de pelo menos 2 metros, uso individual de máscara, higienização dos espaços e das mesas antes de cada turno, realização consecutiva dos dois testes cada um em 1 hora.

Esta proposta começou por ser muito bem acolhida numa reunião a 23 de Maio, mas na 5ª feira passada (28 de Maio) foi-nos transmitido pelo Conselho de Gestão que não era aprovada por não garantir a avaliação “nas mesmas condições para todos os alunos” da disciplina, e que as avaliações finais teriam de ser todas remotas. Isto apesar de, mesmo em situações normais, os enunciados das provas serem diferentes entre turnos de provas, e até haver diferenças num mesmo turno, e das avaliações remotas que estão previstas (respostas de escolha múltipla para uns cursos e manuscritas com envio electrónico para outros) serem radicalmente diferentes.

Exactamente “nas mesmas condições” é obviamente impossível. O que é preciso é que sejam o mais possível equivalentes, e principalmente para alunos de um mesmo curso. O que se espera numa Universidade é que no âmbito de regras gerais com ampla flexibilidade sejam os Professores Responsáveis a definir as condições em que se realizam as provas que levam às classificações de que terão de assumir a responsabilidade assinando-as, em vez de lhes ser imposto um modelo único ou desrazoavelmente restritivo por órgãos administrativos que não têm competência legal para atribuir classificações e não as podem assinar.

Nesta situação, como não acredito na razoabilidade dos resultados destes tipos de avaliações remotas, pelas razões referidas, solicitei a minha substituição como Professor Responsável Geral de CDI2 no período de avaliações finais, pois não posso ser responsável por um processo com resultados de que não poderia assumir a responsabilidade. Essa é a explicação que senti necessidade de vos dar, de modo franco e suficientemente claro para que possam perceber porque vou ser substituído por outro Professor do Departamento de Matemática, provavelmente logo depois de hoje.

Cada Professor Responsável por cada bloco de CDI2 irá em breve informar sobre os procedimentos da avaliação remota desse bloco.

Tenho pena de não vos poder acompanhar como Professor Responsável Geral de CDI2 até ao fim.

Faço votos para que tenham os maiores sucessos no estudo e nas provas que vão realizar, e também na vossa vida futura como estudantes e profissionais.

Lisboa, 1 de Junho de 2020

Luis Magalhães, Professor Responsável Geral por Cálculo Diferencial e Integral 2 no IST


2º mini-teste

28 Maio 2020, 11:34


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27 Maio 2020, 11:52


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25 Maio 2020, 17:02


1º mini-teste

22 Maio 2020, 08:52

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