Dissertação

{en_GB=Multiparametric Magnetic Resonance Imaging Study of Huntington’s Disease} {} EVALUATED

{pt=A Doença de Huntington (DH) é uma doença neurodegenerativa autossómica dominante e fatal, desencadeada por uma expansão de repetições trinucleotídicas no gene huntingtin. A DH manifesta-se como uma tríade de sintomas motores, cognitivos e psiquiátricos, resultantes da disfunção e morte neuronal generalizadas. Apesar dos testes genéticos permitirem o diagnóstico antes do surgimento de sintomas, as terapias atuais não atrasam a progressão da DH. Neste estudo foram comparados parâmetros de ressonância magnética estrutural entre 8 doentes com DH e 12 controlos, em busca de biomarcadores quantitativos para monitorizar a progressão da doença. Os volumes de várias estruturas subcorticais foram automaticamente quantificados em imagens ponderadas em T1. A quantidade de neuromelanina na substantia nigra pars compacta (SNc) foi estimada usando segmentações semiautomáticas em imagens sensíveis à neuromelina. O ferro nos núcleos da base foi quantificado utilizando relaxometria R2*. Comparando com os controlos, os doentes com DH exibiram reduções significativas nos volumes do núcleo caudado, putamen, globo pálido, tronco cerebral e mesencéfalo, e alargamento dos ventrículos laterais. Os volumes do caudado e putamen dos doentes correlacionaram-se significativamente com o score motor total e com a Capacidade Funcional Total (CFT). Os valores de R2* nos núcleos da base dos doentes não foram significativamente diferentes dos controlos, não se correlacionando com os volumes dessas estruturas. As áreas da SNc dos doentes estavam significativamente reduzidas, correlacionando-se com a sua CFT e com os volumes dos núcleos da base, sugerindo que a degeneração da SNc e a atrofia dos núcleos da base poderão não ser processos independentes., en=Huntington’s Disease (HD) is an autosomal-dominant and fatal neurodegenerative disorder, caused by an expanded trinucleotide repeat in the huntingtin gene. HD displays as a triad of worsening motor, cognitive and psychiatric symptoms, resulting from widespread neuronal dysfunction and cell death. Although genetic testing allows for identification of affected individuals before symptomatic onset, no current therapies can delay HD progression. This cross-sectional study was aimed at comparing multiple structural magnetic resonance imaging parameters in 8 HD patients and 12 healthy controls, in the pursuit of objective and quantitative biomarkers to track disease progression. Firstly, the volumes of several subcortical structures were quantified in T1-weighted images using an automated segmentation approach. Neuromelanin (NM) content in the substantia nigra pars compacta (SNc) was estimated using a semi-automatic segmentation method in NM-sensitive images. The iron content of the basal ganglia was also quantified using R2* relaxometry. Comparing to controls, HD patients showed significant volume reduction in the caudate nucleus, putamen, globus pallidus, brainstem and midbrain, and an enlargement of the lateral ventricles. Caudate and putamen volumes of HD patients correlated significantly with their total motor and total functional capacity (TFC) scores. R2* values in the basal ganglia of HD patients were not significantly different from those of controls and did not correlate with volumes of these structures. SNc areas of HD patients were significantly reduced and correlated with their TFC. The SNc areas correlated significantly with all basal ganglia volumes, suggesting that SNc degeneration and basal ganglia atrophy may not be independent processes.}
{pt=Doença de Huntington, neuromelanina, neurodegeneração, relaxometria, imagem por ressonância magnética, volumetria., en=Huntington’s disease, magnetic resonance imaging, neuromelanin, neurodegeneration, relaxometry, volumetry}

Novembro 23, 2018, 16:0

Publicação

Obra sujeita a Direitos de Autor

Orientação

ORIENTADOR

Rita Homem de Gouveia Costanzo Nunes

Departamento de Bioengenharia (DBE)

Professor Auxiliar

ORIENTADOR

Sofia Pereira Coutinho Reimão

Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

Doutora