Dissertação

{pt_PT=Padrões térmicos e medidas de adaptação ao calor extremo para redução do stress térmico em Lisboa} {} EVALUATED

{pt=O efeito Ilha de Calor Urbano (ICU) é um fenómeno que consiste na acumulação de calor originada pela ocupação humana, resultando em temperaturas mais elevadas nas áreas urbanas, em comparação com os arredores. Esta tese visa quantificar o efeito ICU em várias áreas da cidade de Lisboa, Portugal, validando e avaliando as estratégias de adaptação ao stress térmico propostas na literatura científica recente. Um conjunto de 9 estações meteorológicas da rede “Lisboa Aberta”, em condições de instalação próximas das normas definidas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), foi utilizado para caracterizar o efeito ICU em Lisboa, em comparação com uma estação meteorológica de referência do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), localizada no Aeroporto de Lisboa. Mostra-se, usando uma Análise de Componentes Principais (ACP), que a inércia térmica nas áreas urbanas está positivamente correlacionada com a intensidade do efeito ICU e com a densidade urbana, independentemente do ciclo diário de aquecimento/arrefecimento. Além disso, verifica-se que o uso do solo também tem impacto sobre o efeito ICU, com as áreas de tecido edificado contínuo e vertical a apresentar os maiores desvios positivos em relação à referência, com média de +1,78ºC. Em contraste, as áreas de tecido edificado contínuo horizontal apresentam um desvio médio de +1,33ºC, com áreas de tecido edificado esparso e descontínuo representando um efeito ICU médio de +0,15ºC. Através de uma análise da óptica dos Climatopos, conclui-se que as áreas urbanas de alta densidade e os corredores de ventilação representam efeitos ICU médios de +1,65ºC e +0,15ºC, respetivamente., en=The Urban Heat Island (UHI) effect is a widely recognized phenomenon consisting of heat accumulation by dense urban construction and human activities, resulting in higher temperatures across urban areas, compared to their surroundings. This thesis aims to quantify the UHI effect on several areas throughout the city of Lisbon, Portugal, with the main goal of validating, evaluating and reinforcing urban climate adaptation and resilience strategies proposed in recent scientific literature. A set of 9 quality-controlled weather stations from the “Lisboa Aberta” network, more compliant with the World Meteorological Organization (WMO) standards and installation requirements, were used to characterize Lisbon’s UHI, in comparison to a reference weather station from the Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), located at Lisbon Airport. It is shown, using a Principal Component Analysis (PCA), that the thermal inertia in Lisbon’s urban areas is positively correlated with the UHI intensity and urban density, regardless of the daily heating/cooling cycle. Furthermore, results show that land use also has an impact on the UHI effect, with continuous, verticalized-building areas showing the greatest deviations to the reference, averaging at +1.78ºC. Contrastingly, horizontalized-building areas reveal an average deviation of +1.33ºC, with sparse, discontinuously built areas representing an average UHI effect of +0.15ºC. Finally, through a Climatope analysis, it is determined that, across Lisbon, high-density urban areas and ventilation corridors are responsible for inducing average UHI effects of +1.65ºC and +0.15ºC, respectively.}
{pt=ilha de calor urbano, conforto térmico, medidas de adaptação, resiliência climática, climatopos, en=urban heat island, thermal comfort, adaptation measures, climate resilience, climatopes}

janeiro 6, 2023, 10:0

Publicação

Obra sujeita a Direitos de Autor

Orientação

ORIENTADOR

António Manuel Saraiva Lopes

Instituto de Geografia e Ordenamento do Território

Professor Associado

ORIENTADOR

Ana Isabel Loupa Ramos

Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Georrecursos (DECivil)

Professor Auxiliar