Dissertação

{pt_PT=Desempenho mecânico de argamassas térmicas com agregados de poliestireno expandido} {} EVALUATED

{pt=Com a consciencialização da importância do conforto térmico das edificações e a evolução cada vez mais exigente da normalização aplicável, verifica-se a necessidade de desenvolvimento de novos produtos termicamente mais eficientes. É neste contexto que surgem as argamassas de desempenho térmico melhorado, associadas a condutibilidades térmicas muito reduzidas. Foi desenvolvida uma campanha experimental que visou o estudo de duas argamassas térmicas comercializadas em Portugal e ainda uma argamassa de revestimento industrial e uma argamassa de referência tradicional, ambas de base cimentícia. As argamassas foram caracterizadas em termos das propriedades no estado fresco (espalhamento, massa volúmica) e endurecido (massa volúmica, resistência à compressão e flexão, velocidade de propagação de ultra-sons, módulo de elasticidade dinâmico, absorção de água por capilaridade, permeabilidade à água sobre baixa pressão, resistência de canto, retracção livre e restringida, pull-off, esclerómetro pendular, choque de esfera e erosão acelerada). Apesar das argamassas térmicas cumprirem os requisitos mínimos definidos na normalização, conclui-se que a fraca resistência mecânica pode comprometer a sua utilização em sistemas de revestimento sujeitos a acções de choque ou erosão. Verificou-se que apresentaram mau desempenho quando foram sujeitas a ensaios que simulam estas acções. Estas argamassas demonstraram ser especialmente susceptíveis de degradação nas arestas vivas dos revestimentos, aconselhando-se a aplicação de cantoneiras de reforço nestas regiões. O desenvolvimento de fendilhação motivado pela elevada retracção das argamassas térmicas pode ser compensado pela sua baixa rigidez. A incorporação de agentes hidrófugos e outros aditivos permite que estas argamassas possam apresentar adequada resistência à água e razoável aderência ao suporte. , en=With the awareness for the concern of the thermal comfort of buildings and the increasing demands from thermal and regulations, there is a need for developing better products able to follow the current and next demands. With this purpose appear the thermally enhanced mortars, characterized to be able to display a low thermal conductibility. A laboratory campaign was developed in order to produce two of the most used thermal mortars in the market, aside with one industrial and one traditional cementitious mortars, with the purpose of comparing their mechanical behavior. The various mortars were characterized by their proprieties at fresh state (consistency by flow table and bulk density) and hardened state (compressive, tensile and corner strength, hardened bulk density, dynamic modulus of elasticity, ultrasonic pulse velocity, water absorption due to capillary forces and under low pressure, accelerated erosion, adhesion strength, shrinkage and restrained shrinkage, sclerometric pendulum and the impact of a pendulum sphere). Although these thermal mortars meet the minimum requirements defined in the standardizations, their poor mechanical strength can compromise their use as coating mortars in systems subjected to shock and erosion. These mortars showed to be susceptible to ruin under low pressure when applied to corner sites, and so it is advisable to apply them with a reinforcement under. The development of cracking caused by high shrinkage seems to be compensated by its reduced stiffness. The incorporation of water repellents and other additives allows theses mortars to display adequate water resistance and reasonable adhesive strength. }
{pt=Argamassa térmica, EPS, Comportamento mecânico,  Resistência ao choque, Resistência à erosão, Retração, en=Thermal mortar, EPS, Mechanical behavior, Impact resistance, Resistance to erosion, Shrinkage}

Junho 19, 2017, 9:10

Publicação

Obra sujeita a Direitos de Autor

Orientação

ORIENTADOR

José Alexandre De Brito Aleixo Bogas

Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Georrecursos (DECivil)

Professor Auxiliar

ORIENTADOR

Augusto Martins Gomes

Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Georrecursos (DECivil)

Professor Associado