Dissertação

{pt_PT=Chão comum. Entre terra, mar e tempo} {} EVALUATED

{pt=O trabalho estruturou-se numa longa leitura do território e, paralelamente, na compreensão desta necessidade. Partindo de uma leitura à escala da ilha, o desenho final responde à investigação de uma praça no coração do Funchal. A evidente extensão do percurso de projeto é traduzida numa aproximação cuidadosa ao lugar e numa constante aprendizagem sobre a paisagem. Da mesma maneira, a vontade de desenhar espaço público consolida-se com o reconhecimento progressivo da força que este exerce sobre o desenho, independentemente ao seu carácter. O desenho do espaço público exige um tipo de silêncio que não é intrínseco a toda a arquitetura. É, aliás, bastante característico de si mesmo. A generosidade de propor um vazio é reveladora quando compreendida a sua escassez e ainda mais quando aliada à consciência que os vazios também têm forma, e estas devem ser desenhadas. A procura da harmonia do lugar ao invés da adição de um ‘autor’ sobre um território foi o objetivo procurado, como forma de explorar uma arquitetura que é pelo lugar e não pelo arquiteto, questionando ‘perversa relação estabelecida entre poder e os arquitetos’1 que muitas vezes encontramos no desenho do que é público. Aprender a desenhar para uma multiplicidade de programas e possíveis acontecimentos, que à partida não podemos imaginar, é desafiante pela dúvida que instala. É, contudo, libertador no sentido em que obriga a estabelecer um limite essencial ao desenho. Dotar os espaços de liberdade de apropriação obriga a reconhecer a essencialidade do traço e dos elementos que compõe um espaço. , en=The work was structured in an extended reading of the territory. Starting from an understanding of the scale of the island, the final design responds to the investigation with a square in the heart of Funchal. The evident extension of the project is translated into a careful approach to the place and constant learning about the landscape. Similarly, the will to design public space is consolidated with a progressive recognition of its power in the design, regardless of its character. Public space design demands a type of silence that is not intrinsic to all architecture. It is, in fact, quite characteristic of itself. The generosity of proposing a void is revealed when its scarcity is understood, and even more so when coupled with the awareness that voids also have form, and these must be designed. The search for place's harmony rather than the addition of an 'author' over the territory was the goal sought, as a way to explore an architecture that is for the place and not for the architect, questioning the 'perverse relationship established between power and the architects' that we often find in the design of what is public. Learning to design for a multiplicity of programmes and possible events is challenging because of the doubt it instils. However, it is liberating because it forces us to establish an essential limit to design. Giving spaces freedom of appropriation requires recognizing the essentiality of the trace and of the elements that make up a space. }
{pt=espaço público, funchal, avenida do mar, vazio, praça, en=public space, funchal, avenida do mar, void, square}

dezembro 2, 2022, 16:0

Publicação

Obra sujeita a Direitos de Autor

Orientação

ORIENTADOR

Paulo David Abreu Andrade

Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Georrecursos (DECivil)

Professor Associado Convidado

ORIENTADOR

Daniela Arnaut Godinho Antunes

Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Georrecursos (DECivil)

Professor Auxiliar Convidado