Dissertação

MARCUS: Um Modelo de Maturidade para Gestão do Risco de Corrupção e Infrações Conexas EVALUATED

Desde 2009, todas as organizações que em Portugal gerem dinheiros, valores ou patrimónios públicos devem, a pedido do Concelho de Prevenção da Corrupção (CPC), elaborar um plano de gestão de risco de corrupção e infrações conexas (PGRCIC). Um estudo efetuado pelo CPC em 2015 revelou que estes planos são uma ferramenta útil no combate à corrupção. Contudo, verificou-se que a maioria das organizações não seguia um método formal na sua elaboração, o que resultou numa elevada heterogeneidade entre os diversos planos. Neste contexto, neste trabalho foi desenvolvido um modelo de maturidade para a avaliação de processos de gestão de risco de corrupção e infrações conexas (MARCUS). Os modelos de maturidade permitem às organizações compreender como é que os processos devem evoluir ao longo do tempo através de níveis discretos, diagnosticar a capacidade dos seus processos e efetuar análises comparativas entre si. O MARCUS foi desenvolvido através de um processo iterativo e encontra-se alinhado com o processo de gestão de risco estabelecido pela norma ISO 31000. Inclui também as melhores práticas presentes na literatura de gestão de risco de corrupção e fraude. O MARCUS foi validado por especialistas com experiência relevante na área e através da sua aplicação em contexto real a quatro organizações, através de um questionário. Conclui-se que o MARCUS é uma ferramenta útil na avaliação e melhoria de um processo de gestão de risco de corrupção e infrações conexas e contribui para promover a homogeneização dos processos em diferentes organizações.
Modelo de Maturidade, Gestão do risco, ISO 31000, Corrupção.

Junho 23, 2017, 14:0

Publicação

Obra sujeita a Direitos de Autor

Orientação

ORIENTADOR

José Luís Brinquete Borbinha

Departamento de Engenharia Informática (DEI)

Professor Associado