Dissertação

Análise da Degradação do Carril. Caso de Estudo da Rede Ferroviária Portuguesa EVALUATED

Atualmente as administrações ferroviárias deparam-se com a necessidade das vias férreas estarem preparadas para o aumento da produtividade e da eficiência associada ao transporte de pessoas e bens, traduzida pelo aumento da densidade do tráfego, da carga por eixo, da tonelagem acumulada e da velocidade de circulação. Estas alterações contribuem para uma maior degradação dos componentes da via, em especial dos carris, uma vez que estes são os elementos que promovem a interação direta entre os veículos e a via, levando a que tenham de ser tomadas medidas relacionadas com a sua manutenção e renovação. Os mecanismos de degradação dos carris estão relacionados com o desgaste verificado na cabeça do carril e com a presença de defeitos pontuais provocados pela interação roda-carril. Na presente dissertação foram apresentados alguns modelos e contribuições efetuadas ao longo dos últimos anos relativos à análise da degradação dos carris e por fim foi feita uma análise da degradação do carril na Rede Ferroviária Portuguesa. Esta teve em conta a evolução do desgaste verificado nos carris entre 2002 e 2011 por tráfego acumulado e por tempo em função dos raios das curvas e a presença de defeitos pontuais no período compreendido entre 2000 e 2012. Verificou-se que os troços com carril UIC60 (renovados) apresentam taxas de desgaste menores e uma menor presença de defeitos do que os troços com carril UIC54 (não renovados) e que, por norma e apesar das dispersões verificadas, os parâmetros de desgaste possuem taxas mais elevadas para raios menores e escalas maiores.
Via férrea, degradação do carril, desgaste do carril, defeitos do carril, manutenção e renovação do carril

Março 18, 2014, 17:0

Publicação

Obra sujeita a Direitos de Autor

Orientação

ORIENTADOR

Paulo Manuel da Fonseca Teixeira

Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Georrecursos (DECivil)

Professor Auxiliar