Breve Introdução

O Mestrado  em Engenharia Aeroespacial (MEAer) é uma síntese de tecnologias avançadas que distinguem o século XX dos que o precederam, que têm uma importância crescente no século XXI;  encontram-se  integradas em vários tipos de veículos, como aeroplanos, helicópteros, aeronaves robotizadas, foguetões e satélites e nos meios de apoio associados como a gestão do tráfego aéreo e outros aspectos operacionais.

A engenharia aeroespacial é uma actividade profissional com um elevado grau de internacionalização que se consubstancia na aplicação de conhecimentos teóricos, práticos e experimentais, enquadrados por constrangimentos de natureza económica, social, ética e ambiental, à conceção, projeto, fabrico, controlo e gestão de veículos aeroespaciais de vários tipos, seus equipamentos de bordo e meios de apoio no solo.

Todos estes veículos integram de formas diversas, através da dinâmica de voo atmosférico, orbital e interplanetário, um vasto leque de tecnologias modernas, que incluem a aerodinâmica, a propulsão, as estruturas, os materiais, os processos de fabrico, o controlo, a computação, a electrónica, as telecomunicações, a inteligência artificial, os sistemas eléctricos, hidráulicos, pneumáticos e outros.

A estrutura curricular do Mestrado em Engenharia Aeroespacial desenvolve-se em torno de três áreas de especialização fundamentais: a área de especialização de Aeronaves concentra-se em aspectos da mecânica (aerodinâmica, propulsão estruturas e materiais); a de especialização de Aviónica em aspectos electrotécnicos, (controlo, electrónica, telecomunicações e sistemas); a área de especialização de Espaço representa um justo equilíbrio entre as Áreas de Especialização de Aeronaves e de Aviónica, mantendo a componente de Integração de Veículos Aeroespaciais. 

Historial

O MEAer foi criado em 1991 com um numerus clausus de 35  com entrada sempre crescente. A nota mínima de entrada foi desde o início a mais alta de todas as engenharias em Portugal e recentemente a mais alta de todos os cursos universitários. O MEAer empenha-se em desenvolver ao máximo o potencial de todos os alunos que nele ingressam.

Objectivos

A intervenção profissional dos engenheiros aeroespaciais tem vindo a evoluir de acordo com o progresso da tecnologia, tendo em conta um contexto social e económico em constante mutação. De facto, a actual intervenção profissional dos engenheiros aeroespaciais:

- exige uma visão global dos problemas de engenharia, tendo em conta a multidisciplinaridade das tecnologias envolvidas num veículo aeroespacial;

- contém aspectos tecnológicos de grande complexidade que requerem níveis de formação mais elevados e com maior interdisciplinaridade;

- rege-se por constrangimentos de natureza económica, social, ética e ambiental num mundo globalizado;

- utiliza como forma de expressão oral e escrita cada vez mais a linguagem internacional.

Em termos gerais podem-se sistematizar os níveis de intervenção profissional dos engenheiros aeroespaciais através de quatro níveis distintos de intervenção profissional:

- o nível 1 requer conhecimentos básicos de carácter científico e tecnológico, capacidade de conceber e projetar e uma atitude profissional, adulta e responsável.

- o nível 2 requer a capacidade de trabalho em equipa.

- o nível 3 requer atitudes de liderança e atitude de aprendizagem continuada ao longo da vida.

-  nível 4 requer atitudes de liderança e hábitos de pensar de forma independente, examinando os conceitos de forma crítica.

A intervenção profissional dos engenheiros aeroespaciais a níveis mais altos requer uma formação qualitativamente mais exigente que aos níveis mais baixos. As competências que se pretendem desenvolver no ciclo de estudos conducente ao grau de mestre em engenharia aeroespacial do IST, devem claramente ajustar-se aos níveis 3 e 4 de intervenção profissional e representam o ponto de encontro de um conjunto muito diversificado de áreas do conhecimento.

Todos os níveis de intervenção profissional dos engenheiros aeroespaciais exigem o domínio da língua inglesa, consequência da internacionalização do sector. Os engenheiros aeroespaciais devem ser capazes de comunicar as suas conclusões e os raciocínios a elas subjacentes, quer a especialistas, quer a não especialistas, de forma clara e sem ambiguidades.

Destinatários

 O MEAer tem vários factores de atractividade:

- ensino de qualidade que visa desenvolver plenamente o potencial dos alunos que ingressam com as notas mais elevadas do ensino superior;           

- vasto leque de escolha no mestrado cobrindo a maioria das áreas de tecnologia avançada actuais;

- acesso a laboratórios especializados incluindo de aeronáutica, e a meios computacionais e projectos dedicados a alunos como o nanosat;

- corpo docente com actividade de alto nível em investigação capaz de orientar teses de mestrado e doutoramento em vários domínios;

- possibilidade de duplos diplomas e trocas Erasmus com algumas as melhores universidades europeias e fora da europa;

- empregabilidade total em Portugal e no estrangeiro no sector aeronáutico, espacial, consultoria e outros.

Saídas Profissionais

Os formados do MEAer encontraram desde sempre um mercado com mais procura do que oferta, resultando em pleno emprego, o que significa que todos os diplomados encontram emprego em menos de 2 meses. Há ofertas de emprego antes de terminar o curso, mas são desaconselhadas: é mais sensato concentrar-se em tirar todo o proveito do MEAer, na certeza que não vão faltar empregos após a formatura.     

Os formados pelo MEAer encontram emprego em Portugal e no estrangeiro, dentro e fora do sector aeronáutico e espacial. Em Portugal mencionam-se as OGMA/EMBRAER, TAP, FAP, NAV, INAC e várias empresas novas de tecnologia avançada, incluindo alguns “spin-offs” do MEAer/IST. No estrangeiro a Airbus, British Aerospace, CASA, Rolls-Royce, Safran, CERN,ESA, Eurocontrol. Fora do sector especificamente aeronáutico as principais consultoras internacionais e empresas de serviços informáticos e outros procuram também os formados pelo MEAer.

A engenharia aeroespacial é extremamente interdisciplinar, fornecendo um espectro largo de competências com uma vasta gama de procura no mercado de emprego. O engenheiro aeroespacial dos ramos aeronaves e Aviónica pode desempenhar respectivamente as funções de engenheiro mecânico ou electrotécnico, embora não seja esse o objectivo. O engenheiro aeroespacial do ramo espaço reforça as competências electromecânicas que têm grande procura em numerosos sectores da tecnologia e indústria. 


Coordenadores

2021/2022
Fernando Lau
lau@tecnico.ulisboa.pt
José Fernando Alves da Silva
fernando.alves@tecnico.ulisboa.pt
Paulo Jorge Coelho Ramalho Oliveira
paulo.j.oliveira@tecnico.ulisboa.pt

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