Dissertação

Utopia e Contradição. Real Albergo dei Poveri - a ruína, o programa e a hipotese EVALUATED

“Utopia e Contradição” é o resultado de uma reflexão e não um ponto de partida. Esta dissertação não parte de um tema dado, antes constrói-se a partir de uma experiência empírica para desenvolver uma reflexão abrangente sobre o valor da intemporalidade, através da intervenção arquitetónica em continuidade com o caráter histórico de uma ruína e devolvendo-a à sociedade contemporânea. O caso de estudo que dá o mote e finalidade à investigação é o “Real Albergo dei Poveri” (em português o “real albergue dos pobres”), de Nápoles, original do Iluminismo do século XVIII, tinha ambição de recolher todos os pobres da cidade e reabilitá-los na sociedade. Hoje apresenta-se como uma grande ruína que se desenvolveu com o tempo, desde a incompletude do projeto original aos constantes eventos de degradação que sucederam ao longo da sua história de vida. Da condição expectante extrai-se uma reflexão sequencial e complementar: ruína, programa e hipótese. Na "ruína" reflete-se em relação aos modos de leitura interpretativa das preexistências ao longo da história para reconhecimento do seu caráter identitário. Neste âmbito reconhece-se como mecanismo fundamental a abstração. O "programa" é entendido como aquilo que dá definição à intervenção, reflete-se em relação à compatibilidade de um programa social numa arquitetura histórica. A "hipótese" é a conclusão, com a revelação em síntese de uma intenção projetual propositiva que condensa uma reflexão teórica e prática. Ao final contradiz-se … “Utopia e Contradição” não é somente a chegada, mas sim o processo de uma vontade de querer ler e fazer arquitetura.
reabilitação, ruínas históricas, programas sociais, abstração, intemporal

Julho 3, 2018, 10:0

Publicação

Obra sujeita a Direitos de Autor

Orientação

ORIENTADOR

João Rosa Vieira Caldas

Departamento de Engenharia Civil, Arquitectura e Georrecursos (DECivil)

Professor Auxiliar