Historial

A licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial (LEGI), criada pela portaria nº 664/90 de 11 de Agosto de 1990, surgiu com o objectivo de formar Engenheiros que tenham uma visão interdisciplinar (sistémica) dos problemas industriais, com adequados conhecimentos de Ciências Básicas, das Tecnologias Fundamentais e também de Economia, Gestão e Ciências Sociais. Com o lançamento deste curso, o IST contribui para a formação de quadros essenciais ao desenvolvimento industrial do país. Encontram-se assim estabelecidas as bases para a constituição de um grupo coeso de docentes ligados à formação, investigação e à prestação de serviços na área da gestão e do desenvolvimento industrial.

Objectivos

Assistiu-se, na última década, a um desenvolvimento acelerado das tecnologias disponíveis no ambiente industrial, introduzindo questões fundamentais, ao nível do binómio utilização, substituição dos meios de produção como também e de forma inovadora no aspecto da integração vertical de funcionamento permitida pelo uso simultâneo de meios computacionais e de comunicação. A situação presente implica a existência nas organizações industriais e nos serviços que as apoiam, de quadros técnicos capazes de dominar as tecnologias actuais, prevendo igualmente a sua possível evolução. No entanto, as permanentes actualizações dos sectores exigem que estes licenciados possuam igualmente uma sólida formação em economia, gestão e nas ciências sociais, de modo a conhecerem o funcionamento do mercado, avaliando o impacto de tecnologias alternativas, gerindo as tecnologias disponíveis, os meios humanos e financeiros. Trata-se de uma necessidade verificada na maioria dos países industrializados, sendo por isso uma contingência exclusivamente nacional. No caso português, e atendendo à grave; predominância no nosso tecido empresarial de PME's que carecem de reconversão e requalificação profundas, independentemente do sector a que pertençam, a actualização profissional do Engenheiro não pode ser limitada aos aspectos técnicos, mas estender-se-à também a uma intervenção importante na área da gestão global. O Engenheiro deverá, cada vez mais, assumir o papel de agente de mudança, correspondendo à crescente abertura da economia portuguesa, consequente da nossa integração na Comunidade Europeia.

Saídas Profissionais

As saídas profissionais dos licenciados em Engenharia e Gestãoo Industrial são extremamente diversificadas. Em termos globais, estes licenciados podem ocupar cargos estratégicos em PME industriais, designadamente a nível de gestão geral, industrial, comercial e de gestão de projectos ou, em grandes grupos económicoa e holdings com interesses directos ou indirectos na área industrial; e ainda, em empresas de consultoria ou em empresas financeiras (bancos e sociedades de investimento). É igualmente possível a integração destes profissionais em Departamentos do Estado que envolvam avaliações de projectos industriais, gestão e reestruturação de operações, auditorias económicas e financeiras, avaliações de impacto e de inovação tecnológica e estratégia de investigação e desenvolvimento. Qualquer perfil do curso é adequado às funções enumeradas, podendo o aluno ajustar individualmente o seu curriculo através de cadeiras optativas, mesmo que exteriores ao DEG.

Coordenadores

2007/2008
Maria Isabel Craveiro Pedro
ipedro@tecnico.ulisboa.pt
Acacio Manuel de Oliveira Porta Nova
apnova@tecnico.ulisboa.pt

A informação contida nesta página é da responsabilidade da equipa de coordenação do curso.